
O Mirage 2000 foi desenvolvido pela Dassault Aviation para a Armée de l'Air em substituição ao programa Avion de Combat Futur. A Dassault Aviation visava atender às necessidades francesas e a repetir o sucesso comercial e internacional alcançado pelo Mirage III, competindo com o americano F-16.
O primeiro voo do protótipo ocorreu em 10 de março de 1978. Entrou em serviço em 1984. Atualmente, está em processo de substituição pelo Dassault Rafale, que entrou em serviço em 27 de junho de 2006.
No fim da década de 90, a Força Aérea Brasileira criou o projeto FX, que consistia na escolha de um novo caça que substituísse os Mirage IIIE, baseados em Anápolis. Foram então pré-selecionados os seguintes modelos: Lockheed Martin F-16 C/D, JAS 39 Grippen A/B, MIG 29, Sukhoi 27, Eurofighter 2000 e o Mirage 2000-5.
A Embraer apoiou o Mirage 2000-5, projetando em conjunto com a Dassault Aviation, uma versão que atendesse aos requisitos da Força Aérea Brasileira, batizada de Mirage 2000Br.
A aeronave foi oferecida através de um consórcio da Embraer com a Dassault.
Devido à demora da decisão na concorrência da Índia, a Dassault anunciou o fechamento da linha de produção do Mirage 2000. Com o novo programa aberto com o nome de FX-2 para a compra inicial de 36 caças, o concorrente francês passou a ser o Rafale F3, o governo decidiu comprar 12 caças Mirage 2000 B/C usados da França, a fim de dar uma solução provisória ao problema de defasagem aérea brasileira enquanto o FX-2 não era concluido.
Pelo acordo de 80 milhões de euros, a França forneceu 12 aviões de caça que se encontram operando na AdA, além de peças, armamentos, treinamento e serviços. Todas as aeronaves passaram por uma grande revisão antes da entrega, o que permite sejam operadas até 2025. Todas as 12 aeronaves foram entregues entre 2005 e 2008. A FAB estuda a possibilidade de criar um segundo esquadrão também com aeronaves usadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário