sábado, 1 de janeiro de 2011

P-3 Orion


O P-3 Orion é a versão militar do famoso avião comercial Lockheed Electra II. Foi inicialmente concebido para a Marinha dos EUA como aeronave especializada em guerra anti-submarina e patrulhamento marítimo baseada em terra para substituir os P-2 Neptune. Posteriormente, tornou-se um sucesso de vendas internacionais e foi adquirido por diversos países membros da OTAN e outras nações diversas. Atualmente, 17 nações utilizam versões diferentes do P-3.
O P-3 Orion foi baseado noutro avião da Lockheed, o L-188 Electra II. A primeira versão de produção, designada P3V-1 voou pela primeira vez em 15 de abril de 1961, embora à altura de integração ao serviço, em 1962, o sistema de designações unificado já o rebatizara de P-3.
Ao longo dos anos foram desenvolvidas várias variantes.
O P-3 Orion é utilizado também pela NASA como plataforma científica sub-orbital. De nome de código NASA 426, este avião está estacionado nas instalações do Goddard Space Flight Center, no estado da Virgínia.
A substituição do P-3 está prevista para 2010-2013 pelo Maritime Multimission Aircraft da Boeing, um modelo baseado no avião civil 737. A Austrália está a estudar a hipótese de substitui-lo também pelo RQ-4 Global Hawk.
A Força Aérea Brasileira não dispunha de uma aeronave anti-submarino desde 1976 com a desativação do Lockheed P2V Neptune. Atualmente, a patrulha e esclarecimento marítimos são realizados pelo Embraer EMB-111 Bandeirulha, com autonomia menor e sistemas já defasados.
Para preencher esta lacuna, foram adquiridas 12 aeronaves P-3A dos estoques dos Estados Unidos no AMARC. O P3-A foi selecionado pelo menor tempo de uso das células. Destas aeronaves, apenas oito estão em processo de modernização na Construcciones Aeronáuticas S.A. (CASA) e as demais servirão como fonte de peças. Foi selecionado para as aeronaves o sistema de missão Casa FITS (Fully Integrated Tactical System).
Os P-3 serão utilizados principalmente em missões de patrulha marítima, para a proteção da Zona Econômica Exclusiva, controle de fronteiras e em missões de busca e salvamento.
A primeira aeronave modernizada foi entregue em 3 de dezembro de 2010.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

EMB-314 Super Tucano


O Embraer EMB-314 Super Tucano é uma aeronave turboélice leve de ataque e treinamento avançado, que incorpora os últimos avanços em aviônicos e armamentos. Concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), para uma aeronave de ataque tático, capaz de operar na Amazônia brasileira em proveito do projeto SIPAM / SIVAM, e de treinador inicial para pilotos de caça.
Partindo de seu modelo de treinamento EMB-312G1, inicialmente projetado para a Real Força Aérea britânica (RAF), que conta com uma série de modificações para com o Tucano básico, a Embraer começou a estudar uma nova aeronave turboélice, que atendesse ao interesse crescente de um mercado de treinadores de alto desempenho, no qual veio a culminar no modelo EMB-312H ou Tucano H (H de Helicopter Killer ou caça-helicópteros, denominado assim por poder operar a baixa altura, caçando helicópteros).
A partir do começo dos anos 90, esse trabalho ganhou um novo impulso quando os norte-americanos lançam o programa JPATS (Joint Primary Aircraft Training System), um requerimento conjunto da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e Marinha dos Estados Unidos (US Navy), visando substituir seus treinadores em uso. Para isso, a Embraer se associou à empresa Northrop Grumman, sendo desenvolvido um protótipo demonstrador de conceito, o Tucano POC (Proof Of Concept), mas este veio a ser superado pelo Raytheon T-6 Texan II, versão fabricada sob licença do Pilatus PC-9.
Na mesma época, outro programa do qual participou foi o canadense NFTC (NATO Flight Training in Canada), um programa que buscava selecionar uma aeronave turboélice, e uma a jato, para a formação dos novos pilotos da OTAN. Novamente confrontado com o T-6 Texan II, foi desclassificado no final, sendo declarados vencedores o Raytheon T-6 Texan II e o jato BAe Hawk.
Apesar dos reveses sofridos nos programas do qual participou, a Embraer continuou desenvolvendo sua aeronave - até então, essencialmente, um treinador - para a aeronave de ataque da qual se tornaria mais tarde.

EMB-312 Tucano


O Embraer EMB-312 Tucano é um avião turboélice de treinamento e ataque leve, desenvolvido e fabricado pela empresa brasileira Embraer. Seu primeiro voo ocorreu em 1980, com as primeiras unidades entregues em 1983.
Designado na Força Aérea Brasileira (FAB) como T-27, foi destinado ao treinamento intermediário de pilotos, inicialmente distribuído para a Academia da Força Aérea Brasileira, localizada em Pirassununga, município do Estado de São Paulo.
Também foi utilizada como aeronave leve de ataque sendo designada de AT-27. A FAB encomendou 133 aeronaves.
Avião moderno com assentos em tandem (assento de trás mais alto que o da frente), foi um dos maiores sucessos da Embraer, com produção superior a 600 unidades.
É a aeronave utilizada pelo Esquadrão de Demonstração da Força Aérea Brasileira (Esquadrilha da fumaça).

AMX


O AMX International AMX, ou simplesmente AMX é um avião de ataque ar-superfície usado para missões de interdição, apoio aéreo aproximado e reconhecimento aéreo. Foi desenvolvido pelo consórcio internacional AMX Internacional. Na Força Aérea Brasileira, ele é designado A-1. Na Itália, ele tem o apelido de "Ghibli".
O AMX é capaz de operar em altas velocidades subsônicas a baixa altitude, tanto de dia quanto de noite, e se necessário, a partir de bases pouco equipadas ou com pistas danificadas. O caça conta com relativamente baixa assinatura em infravermelho e reduzida secção frontal ao radar, para melhorar seu percentual de sucesso nas missões. A auto-defesa é proporcionada por mísseis ar-ar, canhões integrados e sistemas de contramedidas eletrônicas.
Em 1977, a Força Aérea Italiana efetuou um requerimento para um caça-bombardeiro para substituir seus Aeritalia G.91 e alguns de seus F-104 Starfighter. Em vez de competir entre si pelo contrato, a Aeritalia (agora Alenia Aeronautica) e a Aermacchi concordaram em fazer uma proposta conjunta, já que ambas as companhias estavam considerando o desenvolvimento de uma classe similar de aviões por alguns anos. Os trabalhos de desenvolvimento iniciaram em abril de 1978.
Em 27 de março de 1981, o governo italiano e o governo do Brasil concluíram um acordo de requerimentos conjuntos para as aeronaves, e a Embraer foi convidada a se juntar ao programa em julho do mesmo ano.
O primeiro protótipo voou em 15 de maio de 1984. Embora esse exemplar tenha sido perdido durante o seu quinto vôo (matando seu piloto), o programa de testes foi considerado tranqüilo. A produção em série foi iniciada na metade de 1986, com os primeiros exemplares entregues à Força Aérea Italiana e à Força Aérea Brasileira em 1989. Desde então, ao redor de 200 AMXs foram construídos.
Os esquadrões italianos de AMX voaram 252 missões de combate sobre o Kosovo em 1999, como parte da Operação Allied Force, sem nenhuma aeronave perdida.

Northrop F-5E Tiger


O Northrop F-5E Tiger é um caça tático de defesa aérea e ataque ao solo. O F-5E (versão mais potente do F-5A Freedom Fighter) tornou-se um dos aviões mais operados no mundo. A variante original F-5A foi testada em combate no Vietnã, no Programa Skoshi Tiger. O F-5E é extremamente manobrável e rápido, constituindo-se um excelente avião para combates aéreos. Recentemente, a FAB (Força Aérea Brasileira) deu início a um programa de aquisição e modernização de seus F-5E que passarão para o padrão F-5EM. A revitalização dos 47 caças, deverá custar em torno de US$ 285 milhões. O motor e célula dos aviões permanecerão os mesmos, mas a sua eletrônica (HUD, radar e painel de controle) serão extremamente modificados.Atualmente, foram comemorados os 30 anos de serviço da aeronave na Força Aérea Brasileira, sendo que um exemplar recebeu uma pintura comemorativa especial, representando um tigre. No Brasil, a história do F-5 iniciou na prática em março de 1975, porém, ele esteve cotado para equipar a FAB desde 1965, em sua versão F-5A/B. Em 1967, ele foi novamente cogitado, desta vez como vetor do projeto SISDACTA. A preferência era para o F-4 Phantom, mas este foi vetado pelos americanos, que em contrapartida ofereceram o F-5C (versão proposta pela Northrop com melhorias baseadas no relatório de avaliação feito no Vietnã). O impasse norte-americano favoreceu os franceses, tendo a FAB adquirido 16 Dassault Mirage III. Numa nova disputa internacional, realizada a partir de 1971 para substituir os AT-33A, na qual participaram o Fiat G-91, MB-326K, Harrier Mk-50, Jaguar GR1 e A-4F, saiu vencedor o caça da Northrop, agora em sua versão F-5E. Começava a longa história de sucesso do Tiger II na FAB, que continua até hoje e ainda deve durar até 2018.

Mirage 2000


O Mirage 2000 foi desenvolvido pela Dassault Aviation para a Armée de l'Air em substituição ao programa Avion de Combat Futur. A Dassault Aviation visava atender às necessidades francesas e a repetir o sucesso comercial e internacional alcançado pelo Mirage III, competindo com o americano F-16.
O primeiro voo do protótipo ocorreu em 10 de março de 1978. Entrou em serviço em 1984. Atualmente, está em processo de substituição pelo Dassault Rafale, que entrou em serviço em 27 de junho de 2006.
No fim da década de 90, a Força Aérea Brasileira criou o projeto FX, que consistia na escolha de um novo caça que substituísse os Mirage IIIE, baseados em Anápolis. Foram então pré-selecionados os seguintes modelos: Lockheed Martin F-16 C/D, JAS 39 Grippen A/B, MIG 29, Sukhoi 27, Eurofighter 2000 e o Mirage 2000-5.
A Embraer apoiou o Mirage 2000-5, projetando em conjunto com a Dassault Aviation, uma versão que atendesse aos requisitos da Força Aérea Brasileira, batizada de Mirage 2000Br.
A aeronave foi oferecida através de um consórcio da Embraer com a Dassault.
Devido à demora da decisão na concorrência da Índia, a Dassault anunciou o fechamento da linha de produção do Mirage 2000. Com o novo programa aberto com o nome de FX-2 para a compra inicial de 36 caças, o concorrente francês passou a ser o Rafale F3, o governo decidiu comprar 12 caças Mirage 2000 B/C usados da França, a fim de dar uma solução provisória ao problema de defasagem aérea brasileira enquanto o FX-2 não era concluido.
Pelo acordo de 80 milhões de euros, a França forneceu 12 aviões de caça que se encontram operando na AdA, além de peças, armamentos, treinamento e serviços. Todas as aeronaves passaram por uma grande revisão antes da entrega, o que permite sejam operadas até 2025. Todas as 12 aeronaves foram entregues entre 2005 e 2008. A FAB estuda a possibilidade de criar um segundo esquadrão também com aeronaves usadas.